Especialista crê que desta forma é possível criar oportunidades
Direto da redação
Atualmente, a administração dos portos brasileiros funciona com base em um sistema misto, com portos públicos e portos privados, entretanto, há infraestruturas, como o Superporto do Açu, que são privatizados. Questionado se este seria o caminho do País, ou seja, o de privatizar os portos, Kleber Luiz Zanchim, sócio do SABZ Advogados e especialista em infraestrutura, afirma que investimento e operação privados são essenciais para superar os problemas dos portos no Brasil. “Licitações bem formatadas nesse setor certamente atrairão muitos players. Grandes empresas exportadoras já aguardam oportunidades de investir em infraestrutura portuária”, diz.
Para ele, um sistema com esta natureza, traz muitas vantagens, entre elas,
um melhor planejamento, mais velocidade na tomada de decisões estratégicas, ampliação da integração com outros modais, geração de empregos e atração de investimentos complementares. “O lado negativo é que pode se identificar um aumento do custo tarifário, mas isso deve ser compensado com um serviço mais eficiente que reduza, por exemplo, eventos como demurrage”, pontua.
Segundo o especialista, eventos como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 estão induzindo as autoridades públicas a prestar mais atenção aos portos. Porém, para o advogado, como esses eventos estão relativamente próximos, não é possível assegurar que os investimentos promoverão transformações estruturais até 2014 ou 2016. “Os portos são uma peça fundamental na logística de exportação. Por isso, empresas exportadoras devem buscar parcerias com construtores e operadores para participar de empreendimentos portuários. Contudo, enquanto o modelo de delegação não estiver claro, não será possível avaliar como esses agentes econômicos vão se organizar”, ressalta.
Kleber Zanchim acredita que o governo precisa aproveitar a experiência de setores como o rodoviário para agregar de modo firme e sustentável a iniciativa privada ao setor portuário. “Os movimentos em torno do PNLP ( Plano Nacional de Logística Portuária), são o primeiro passo para mudar a realidade de abandono que afeta parte importante dos portos brasileiros”, finaliza.