A parceria público-privada para a revitalização da Zona Portuária do Rio está estimada entre R$ 6 bilhões e R$ 8 bilhões, teto estipulado pela Cdurp, companhia criada pela prefeitura para coordenar o Porto Maravilha. É uma quebra de paradigma entre as PPPs já lançadas no país, não só pelo valor que supera projetos como o Datacenter federal e a Linha 4 do metrô de São Paulo (veja a tabela) , mas também pelo modelo. A iniciativa é inédita por envolver revitalização de área urbana. Tende a ser um novo modelo de gestão de cidades, agregando o setor privado ao cuidado da infraestrutura pública, diz Kleber Zanchim, professor do Insper.
Além de obras como a demolição da Perimetral, a concessionária será responsável por serviços de limpeza urbana, conservação de vias e iluminação pública por 15 anos. Felipe Góes, secretário municipal de Desenvolvimento, diz que a escolha do vencedor será feita 60% baseada na proposta técnica e 40%, no preço. O valor da operação inclui R$ 3,5 bilhões de obras e cerca de R$ 1 bi em contraprestação pelos serviços. Esta será paga pela Cdurp com dinheiro do fundo imobiliário formado por recursos da venda de Cepacs (títulos que permitirão gabaritos mais altos) de imóveis públicos e do FGTS. Impostos e custos de financiamento fecham a conta bilionária. As obras devem ficar prontas em cinco anos.